segunda-feira, 30 de abril de 2012

COMO É BOM SER BOM!

O ser humano, por sua própria natureza, é bom. Tornou-se capaz do mal quando foi contaminado pelo demônio com o vírus do pecado. Assim como só é livre para a verdade: somos livremente obrigados à verdade (a dizer que dois e dois são quatro), somos também livres apenas para o bem. Portanto a liberdade não é a escolha entre o bem e o mal, mas a escolha entre os vários bens possíveis. O ser humano só pratica o mal quando perde a sua liberdade interior, cai vítima das paixões. O Espírito Santo, simbolizado no vento forte e na fogo, limpa e purifica o coração humano. Anestesia o vírus do egoísmo e torna a pessoa capaz da prática do bem com uma força muito maior. Potencializa-a. É como o simples número dois elevado à potência mil ou um milhão. A promessa de Jesus ressuscitado aos apóstolos, antes de subir ao céu, realizou-se: "Recebereis uma força, a do Espírito Santo que descerá sobre vós e sereis minhas testemunhas... até os confins da terra" (At 1,8).
Assim como aconteceu com os apóstolos, no dia de Pentecostes, o Espírito Santo os transformou de humildes e temerosos pescadores da Galileia em corajosos anunciadores do evangelho, sucede com o batizado. Este, cheio do Espírito Santo, passa a sentir uma necessidade de fazer o bem, de ajudar, de promover o fraco, o doente, o pobre, o esquecido, o solitário e todo aquele que experimenta alguma forma de sofrimento. O Espírito Santo infunde na pessoa uma necessidade da prática do bem assim como é indispensável respirar. Torna-o um apaixonado pela prática do bem. Sua alegria é levar alegria aos outros. Sua felicidade é conseguir fazer os outros felizes. É o Espírito do Amor que inflama com seu amor, torna capaz de amar a Deus com todo coração, com toda alma e forças e de amar as pessoas encontradas pelo caminho.
Uma pessoa sem o Espírito Santo é como um filme sem cor e sem som, sem legendas. Difícil de ser entendido naquilo que ele quer ser e transmitir. A presença do Divino Espírito Santo leva a criatura humana à plenitude da sua realização, enquanto imagem e semelhança de Deus. Mesmo em suas limitações físicas (doenças, finanças, incompreensões) a pessoa sente uma alegria íntima de viver, existir, de ser para os outros, de poder transformar para melhor o mundo em que vive.

sábado, 31 de março de 2012

PÁSCOA PARA TODOS

Enquanto o Natal suscita instintivamente a imagem de quem mergulha com alegria na vida, não acontece o mesmo com a Páscoa. Provavelmente pela muita proximidade da paixão e morte de Cristo, é uma festa agridoce, com uma mescla de tristeza e alegria.
Gostaria que a Páscoa fosse sentida como um convite à esperança mesmo para os que padecem, para os idosos, por todos que se sentem curvados sob o peso da vida, pelos excluídos da cultura predominante de bem-estar. Gostaria que a saudação pascoalina que nossos irmãos do Oriente trocam nesses dias, "Cristo ressuscitou, Cristo ressuscitou verdadeiramente", percorresse os corredores dos hospitais, entrasse nos quartos dos doentes, nas celas da prisão. Gostaria que despertasse um sorriso de esperança em todos, sem exceção.
Primeiramente a Páscoa me diz que "os nossos sofrimentos de agora não têm comparação com a felicidade que depois haveremos de ver" (Rm 8, 18). Estes sofrimentos são em primeiro lugar aqueles de Cristo na sua paixão, para os quais seria difícil encontrar uma razão se não se olhasse além do muro da morte. Mas existem também todos os sofrimentos pessoais ou coletivos, que pesam sobre a humanidade, causados ou pela cegueira da natureza ou pela maldade ou negligência humana.
Tudo isso requer um grande anseio de esperança. Porque, como diz ainda São Paulo, "na esperança fomos salvos. Quando se vê aquilo que se espera, então já não é mais esperança" (Rm 8, 24). Constato assim que existe dentro de todos nós algo daquilo que o Apóstolo chama "esperança contra toda esperança" (Rm 4, 18), isto é, uma vontade e uma coragem de ir em frente apesar de tudo, mesmo quando não se compreendeu o sentido do acontecido.
É assim que muitos homens e mulheres deram prova de uma capacidade de retomada, quase que milagrosa. Pense-se na recuperação do Japão após a recente catastrófe. Pense-se nas energias de reconstrução que surgem como do nada após a calamidade das guerras. Existe alguém lá em cima que nos ama de tal modo a fazer-nos sentir cheio de vida até na fraqueza, alguém que nos diz "Eu sou a vida, a vida para sempre".
É assim que a ressurreição entra na experiência quotidiana de todos os sofredores, em particular dos doentes e dos idosos, dando-lhes a possibilidade de produzir ainda frutos abundantes, apesar das forças que lhes vêm a faltar e da fraqueza que os assalta. A vida na Páscoa se mostra mais forte do que a morte e é assim que todos haveremos de senti-la.

segunda-feira, 5 de março de 2012

RECOMEÇAR A OLHAR-SE

“Prestemos atenção uns aos outros”. São as primeiras palavras da frase de São Paulo que Bento XVI põe como chave da sua mensagem quaresmal. “Prestemos atenção uns aos outros para estimular-nos na caridade e nas obras boas”. Escrevia Paulo na carta aos Hebreus. Mas o Papa se detém sobre aquele verbo, “prestar atenção”. Significa, explica ele, um observar bem, um estar muito atento, um ver além da imediata aparência. Deste modo os cristãos devem olhar-se entre si.
Olhar-se bem, estar atento ao outro, seja ele quem for. Vêm à mente certos rostos no metrô, à tardinha, pálidos sob a luz mortiça dos vagões. Às vezes, distantes ou engessados em uma educada solidão. Recomeçar a olhar-se é a primeira palavra do Papa para a Quaresma e parece dita para os condôminos das nossas cidades, onde cada um é um número de apartamento; para as multidões que enchem no sábado os shopping centers, como se fossem novas catedrais onde, porém, todos os olhos estão fixos nas vitrines, ignorando quem lhes passa ao lado.
Recomeçar a olhar-se além da indiferença mas também, diz o Papa, “antepor todo nosso interesse e nossas preocupações”. Como para dizer que também os interesses justos podem levar-nos a fechar os olhos sobre aquele “outro”, que nos foi mandado amar. Parece uma quase advertência: que os nossos dias não transcorram com um ocupar-nos só de nós mesmos.
O outro é a palavra sobre a qual se desenvolve toda a mensagem do Papa. O outro, que na comunhão em Cristo nos diz respeito, de tal maneira que a vida de cada um é profundamente relacionada àquela de todos. A urgência do “cuidado do outro”, é esta expressão usada por Bento XVI. “Cuidado” que é o primeiro olhar e depois a afeição pelo outro: como escrevia Paulo aos romanos, quando os exortava a serem úteis ao próximo.
E quem lê talvez se detenha, como se estas palavras lhe recordassem alguma coisa que lhe diz respeito. Assim, chegando às últimas linhas desta mensagem da Quaresma, pode acontecer de sentir-nos interrogados, nós cristãos. Como se viesse sugerida uma pergunta: onde está aquela capacidade de bem comum que parece faltar-nos, aquela estranha inaptidão de construir? O cuidado do outro, a afeição pelo outro talvez seja a fonte que alimenta o nosso estar juntos, talvez seja ela a afirmação de um individualismo soberano que foi sufocado.

quinta-feira, 1 de março de 2012

ANO NOVO: AGENDA EM BRANCO

“Deus te abençõe e te proteja, ilumine seu rosto sobre ti e te seja benigno! O Senhor fixe em ti seus olhos e te conceda a paz!”
Invocar a Deus, chamá-lo para junto de você, ao começar o ano, é uma necessidade de quem sabe que tudo está nas mãos de quem é o Criador, o Redentor, o Santificador.
Deus te abençõe. Nos momentos mais significativos da vida, pede-se a bênção dos pais. Ao iniciar um curso, no ingresso de um emprego, ao empreender uma viagem, nos primeiros passos da vida matrimonial, solicita-se o olhar bondoso do Senhor. Hoje pedimos a bênção abundante de quem nos tem no coração e nos concedeu o dom da vida por amor e para amar.
Ele te proteja. Sentir a mão protetora do Senhor nos dá segurança. Ao fim de cada dia rezamos: “Que os anjos nos guardem na paz”. Hoje é um desejo ardente, quando se tem pela frente um ano novo. Seu olhar nos acompanhe passo a passo, a cada minuto.
Ilumine seu rosto sobre ti. Contemplar o rosto de Deus não é ter uma visão extraordinária, mas saber que estamos em sua presença, viver conscientemente inundados por seu olhar carinhoso. Então caminharemos confiantes, porque nunca nos sentiremos sozinhos. A luz do rosto de Deus se reflete: faz-nos radiantes. Por isso, ela nos dá um novo olhar sobre as pessoas, os acontecimentos e a realidade.
E te seja benigno. Contar com a graça de Deus é contar com o dom do Espírito Santo. Ele derrama seus dons para o bem comum. Nada se recebe exclusivamente para proveito próprio, mas para a edificação do Corpo de Cristo, para colaborar com o plano de Deus, para levar a todos a salvação. Os fatores que se recebem do Senhor levam dentro de si a exigência de partilhá-los, da solidariedade amorosa através de gestos de amor e caridade.
O Senhor fixe em ti seus olhos. Do olhar do Senhor sobre cada um depende o sentimento da sua chamada, a experiência reconciliadora, a atração irresistível do segmento. Nosso caminho se faz muito difícil se não nos vemos pisando as pegadas de Deus. Em compensação, se estamos conscientes de que ele vai à nossa frente, toda provação é pequena. A maior bênção é ter ouvido a voz de Deus e fazer-nos atentos a ela.
E te conceda a paz. É o nosso maior desejo. Paz com Deus, paz interior, paz com o próximo, paz nas famílias e nas comunidades. Através da paz se reconhece o caminho da vontade divina. Os anjos, na noite santa, cantaram: “Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens a quem Deus tanto ama”.
Feliz ano novo, ano do Senhor.
Ano da fé, ano de sermos testemunhas, de acreditar na fraternidade, de ser evangelho e evangelização, para que todos conheçam o amor imenso de Deus pela humanidade.

sábado, 7 de janeiro de 2012

DEVOLVAM O MEU NATAL

Faz tempo que não encontro nesta época o aniversariante. As lojas o baniram para ceder lugar ao requinte e bom gosto. O shopping center o substituiu por um vasto espaço de parque do Papai Noel e agora também da Mamãe Noel. Exceto as casas católicas de artigos religiosos, talvez uma ou outra tirará do fundo do balcão uma imagem do Menino Jesus. O que aconteceu? Deixou o Natal tradicional de ser rentável ou passou para a classificação do politicamente incorreto?
Hoje o Natal perdeu em grande parte o seu sentido original. Não são poucos, independentes de sua fé, que o transformam em uma forma de liturgia profana. É dia do amigo secreto entre colegas de profissão. Uma boa ceia faz parte de uma comemoração da data, sem faltar uma boa champagne para o brinde de boas festas.
"Mudaria o Natal ou mudei eu?" É com esta pergunta que Machado de Assis termina seu soneto sobre o Natal. Ele fala-nos, em seu poema, de um escritor que se sentia vazio de inspiração para escrever sobre o Natal. A folha permanecia branca diante dos seus olhos. Buscava uma idéia, não alguém.
Não faltará uma resposta vaga: o mundo mudou, a religião entrou em declínio, a técnica avançou, os gostos são outros... Também eu me aventuro a uma explicação. A simplicidade do presépio é incompatível com a artificialidade da vida de muitos. Digo mais: é um protesto contra ela.
O presépio é algo muito simples, mas compreensível a todos, até mesmo às crianças. Principalmente elas que sabem arregalar os olhos diante de tantas figurinhas que rodeim o divino Menino, desde o elegante pastor com sua flauta até a mulher que varre a porta da sua casa e os patinhos que flutuam no remanso do lago improvisado com um pedaço de espelho.
Tudo aí é pobre, simples e humilde e, por isso, só pode ser visto e admirado com olhos de fé. "A luz do corpo são os olhos. Por isso, se o teu olhar for simples, também todo o teu corpo irradia luz" (Mt 6, 22). A fé nasce do amor, é a nova capacidade daqueles que são amados por Deus.
O fruto de tudo isso aparece na palavra do evangelista São João, quando descreve a experiência de Maria e José na manjedoura: "Nós o ouvimos e vimos com nossos próprios olhos, também o contemplamos e o tocamos com as nossas mãos. A vida se deu a conhecer e nós a vimos" ( 1 Jo 1,1-2).
Se tudo é, de certo modo, tão simples, deve ser simples também acreditar. Devemos recordar a palavra de São Paulo: para crer bastam o coração e a boca. "Esta esperança não nos engana, porque Deus encheu-nos o coração com seu amor pelo Espírito Santo, que é dom de Deus" (Rm 5,5).
Ninguém pode roubar-nos o Natal, mesmo quando tentam acuá-lo para o fundo da privacidade de cada um. Seu encanto permanece sempre, desde que voltemos a ser crianças. O nosso olhar seja sempre dos pequenos, dos humildes e dos fracos.

domingo, 31 de julho de 2011

A PACIÊNCIA FAZ DESABROCHAREM AS FLORES


Por ocasião de um banquete, o cardeal alemão Michael von Faulhaber sentou-se ao lado do famoso Albert Einstein. Num dado momento, durante a conversa, o cientista perguntou ao homem de Igreja: "Que diria, Eminência, se nós matemáticos com um procedimento irrefutável demonstrássemos que Deus não existe?". Responde o cardeal: "Com paciência aguardaria o momento em que os senhores descobrissem o seu erro".
Todos somos obrigados a esperar com paciência. Não só diante de um guichê, mas também, e principalmente, na vida. Aguardamos a condução, o carteiro ou o médico; esperamos que nos sirvam no restaurante, que chegue a chuva ou o sol, uma boa notícia, um telefonema, uma palavra de conforto. Antes de tudo, ficamos à espera da felicidade.
Quem não sabe aguardar corre o risco de pôr a perder um objetivo, chocar-se com inúteis dificuldades, deixa fugir uma boa ocasião, dever pedir cem vezes desculpas por certas ações precipitadas, tornar-se um peso para si e para os outros. Ao se perder facilmente a paciência, somos dominados pela irritação e pelo tédio.
Com efeito, todos devemos viver de paciência! Saber esperar é um sinal inconfundível de maturidade. A pessoa paciente mostra-se senhora de si. Sabe que, no início, as coisas não revelam ainda todas suas futuras possibilidades de desenvolvimento, e muito menos o resultado final. Por isso não cede logo ao desconforto, apesar de todas as incertezas e dificuldades que a vida pode apresentar. Avança passo a passo, desfruta toda possibilidade existente, alimenta-se de  moderado otimismo... um pouco como aquela rã que aparece numa fábula.

Três rãs caíram inadvertidamente em uma vasilha cheia pela metade com leite. As primeiras tentativas para sair se revelaram inúteis. Uma das rãs, a otimista, disse: "Vamos sair daqui de qualquer jeito! Temos de esperar que chegue alguém". E começou a nadar por ali, até que o leite lhe obstruiu as narinas e levou-a a afogar-se. A outra rã, a pessimista, disse: "Não conseguiremos nunca!". E deixou-se afogar sem opor a mínima resistência. A terceira rã era realista: "Nunca se sabe, por isso vou esforçar-me: moverei para frente e para trás as minhas patas enquanto me restarem força". Fez assim horas a fio até sentir algo de consistente sob seu corpo. À força de se agitar, havia transformado o leite em manteiga. Daí foi só um salto para a liberdade!
A paciência é uma arte, uma virtude que se aprende e se treina. Paciência não se confunde com resignação: é um compasso de espera. Por isso, é impregnada de esperança. Tudo tem seu tempo. O que conta é sempre recomeçar, sem se render à desistência.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

O SEGREDO DA FORÇA DO CRISTÃO

Ressoa 365 vezes  na Bíblia a recomendação “não tenham medo”. É como se fosse uma mensagem para cada dia do ano. Foi esse o brado do Papa João Paulo II no início do seu pontificado, convidando todos a abrirem seus corações para Cristo. Recentemente, foi o atual Papa a proclamar que os cristãos não tivessem medo de proclamar o evangelho. Mesmo “sendo hoje o grupo religioso que padece o maior número de perseguições”. Basta conferir o que acontece no Iraque, Egito, Paquistão, Orissa e no Sudão.
Diante de tanta ferocidade, espontaneamente nos perguntamos como não ter medo? Até mesmo à distância de tais cenários, no seguro horizonte ocidental, não se faz necessária a coragem para suportar a depreciação do deboche como martírio? No âmbito público, social, político, acadêmico, profissional e até familiar não é evidente a pressão para encerrar a fé em um recôndito privado, interior, bem longe da arena da vida comum?
Não devemos ter medo, nos diz Bento XVI. Alguém poderia interpretar como uma ordem que nos é transmitida, a que as nossas forças devam tão só obedecer.
Há uma passagem no discurso do Pontífice em que a expressão “não tenham medo” encontra a sua justificação. “Condição fundamental para o anúncio de evangelho é deixar-se aferrar inteiramente por Cristo”. Vem à nossa memória a mesma expressão utilizada pelo apóstolo Paulo: “visto que para isso fui aferrado pro Cristo”(Fl 3, 12). Ele foi capturado, conquistado por Cristo e, por conseguinte, explica todo o seu ardor missionário. Esta mesma experiência de ser mergulhado nas malhas de Cristo é a “seiva vital” do cristão e do anúncio cristão. Afirmação que, observada do ângulo de um cristianismo formal e distraidamente herdado, é uma inversão radical da questão. Porque parece que o cristianismo é um “dever ser”, um dever aderir uma moral, a um esforçar-se para viver as virtudes.
A condição básica, porém, para viver a fé e anunciá-la, no dizer de Bento XVI, é “deixar-se aferrar inteiramente por Cristo”. Ser seduzido, habitado, apossado: não uma fria obrigação. Ser cristão, antes de tudo, é ser um apaixonado por Cristo. Ainda nos ensina o Papa: “o início do ser cristão não é uma decisão ética ou uma grande idéia, mas antes o encontro com um acontecimento, com uma Pessoa”. E assim aquele “não tenha medo” não é execução puramente de uma ordem, mas é a recomendação de deixar-se aferrar por Cristo.
É claro que isso requer coragem: dar o salto da fé. Mas o nosso Deus, esclarece o Santo Padre, costuma plantar o seu tesouro em “vasos de barro”. O barro é a terra comum e frágil. Não estamos sozinhos: contamos com a força de Deus.
O Espírito Santo é fonte de alegria, de consolação, mas é também de força e de coragem para a travessia deste vida. Ele é repouso, revitalização, conforto. Com ele somos concidadãos dos santos e familiares de Deus (Ef 2, 19). É chamado no evangelho força que vem do alto (Lc 1, 35). Não é algo, energia, mas uma pessoa. É o Mestre interior que nos introduz na verdade completa (Jo 16, 31).